Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Memorial Saudades

Ir. Maria Alfrida Dallegrave

 21/12/1926     22/07/2015



 CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE SÃO JOSÉ DE CHAMBÉRY
PROVÍNCIA DE PORTO ALEGRE

 

 IRMÃ MARIA ALFRIDA DALLEGRAVE

 

   * 21/12/1926

                                                                 + 22/07/2015

                           

 

               Foi na família de João Paschoal Dallegrave e de Oliva Dallegrave, residentes em Galópolis, 4º distrito de Caxias do Sul, que, aos 21 de dezembro de 1926, reinou uma grande alegria com o nascimento da menina Maria Alfrida.

Como todos os descendentes dos imigrantes italianos, seus pais educaram todos os seus filhos no amor a Deus e ao próximo, no respeito, honestidade, fé, oração e trabalho. Neste ambiente, Maria Alfrida foi crescendo, até que, um dia, descobriu que Deus a chamava para servi-Lo mais de perto. Porém, antes de realizar seu desejo, foi preciso cuidar dos pais enfermos. Somente após a morte do pai, a mãe lhe deu licença para que fosse em busca do que desejava: ser Religiosa, porque Deus daria um jeito para cuidar dela. De fato, poucos meses depois, quando Maria já era postulante, Deus veio buscar sua mãe.

Muito generosa e cheia de entusiasmo, aos 22 de fevereiro de 1950, foi admitida ao Postulado das Irmãs de São José, no Convento São José, em Garibaldi e, em outubro do mesmo ano, recebeu o Hábito e o nome religioso de Irmã Joana Carolina. Dois anos após, aos 15 de dezembro de 1952, pronunciou sua Profissão Temporária, através dos votos de pobreza, castidade e obediência e seu compromisso de servir a Deus e ao próximo. Durante os primeiros cinco anos de religiosa, esteve nas Comunidades do Colégio São José, em Vacaria, no Colégio São José, em Concórdia e no Convento São José, em Garibaldi, dedicando-se com amor e alegria a serviços domésticos, especialmente, como cozinheira.

No dia 15 de outubro de 1958, com muita decisão, fez sua Profissão Definitiva na Congregação. Continua assim a caminhada, servindo as Irmãs e as crianças, na Crèche São Francisco (1959-1963), e, mais tarde, junto às crianças e adolescentes com deficiência, no Educandário São João Batista (1975-1979). Integrou, também, as Comunidades da Chácara Medianeira (1963) e a Comunidade São Luiz (1972-1975 e 1992-1997), em Porto Alegre; a Comunidade São José, em Guaíba (1970-1972); a Comunidade Santa Joana d´Arc (1964-1970) e do Asilo de Pobres (1979-1992), em Rio Grande; a Comunidade São José de Mostardas (1997-2000), onde se dedicou a serviços domésticos, atividades pastorais, visita aos doentes a domicílio e no hospital, e ao Grupo de Oração no Grupo de Artesãs. Em 2010, foi enviada à Comunidade Nossa Senhora de Lourdes, em Veranópolis (2010-2014); ali, apesar das dores constantes nas costas, passava o tempo ajudando na cozinha, em outros serviços domésticos e na horta. Ajudava, ainda, a engarrafar os vidrinhos de xarope para a gripe, feito com a flor da bananeira, apreciado pela população veranense e da região.

Finalmente, em outubro de 2014, quando solicitada a transferir-se para a Comunidade São José, em Porto Alegre, respondeu, após pensar por algum tempo: “Nunca me omiti em aceitar a Vontade do Senhor, não vai ser agora que vou deixar de cumpri-la.” Nesta comunidade, fazia atividades comunitárias e colaborava na cozinha da Casa de Repouso.

Era Irmã de muita oração, sentia necessidade de rezar e tinha um tempo sagrado para seu encontro diário com Cristo, além da oração comunitária e da Celebração Eucarística. Sempre dava sua participação na partilha da oração. O terço era seu companheiro. Salientou-se por seu bom espírito. Sempre julgava e falava bem das Irmãs e outras pessoas. Estava sempre pronta para auxiliar se alguém precisasse de ajuda e o fazia com alegria. Era uma pessoa alegre, comunicativa, disponível, simples, humilde, acolhedora, generosa, respeitosa em seu relacionamento e delicada. Amava a natureza e o cuidado da horta, onde cultivava as coisas boas para as Irmãs e outras pessoas que participassem das refeições. Tinha um grande amor à Congregação e vivia o carisma da Unidade, com convicção e amor, em suas relações com as Irmãs e as pessoas com quem trabalhava. Pode-se dizer que foi uma verdadeira Irmã de São José, abandonada nas mãos de Deus.

No dia 05 de julho, acometida por um aneurisma cerebral hemorrágico, foi levada ao Hospital Divina Providência, onde veio a falecer, às 8h10min,  do dia 22 de julho de 2015, dando, novamente,  seu SIM generoso ao Pai que a amou, criou e conservou ao longo de seus 88 anos de idade e 62 anos de Vida Consagrada.

Querida Irmã Maria Alfrida, somos agradecidas/os

por teu testemunho de vida. Junto de Deus, intercede pela Congregação

das Irmãs de São José, por teus familiares que tanto amavas e por

todas as pessoas que te ajudaram ao longo de tua vida e doença.

Deus te acolha em Seu Reino e te mostre a Sua FACE.

Descansa em paz!

                                                      Porto Alegre, 22 de julho de 2015.

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