Vidas que Inspiram - Irmã Laura Gavazzoni

Tenho 56 anos de Vida Religiosa Consagrada na Congregação
das Irmãs de São José de Chambéry.
Minha vocação surgiu ainda quando pequena e estava no sítio
do meu irmão. Aconteceu que numa fazenda próxima, dois boias-frias se mataram
por um prato de comida. Fiquei horrorizada com o fato. Como eu era muito
manhosa para comer, mudei minha atitude, comendo de tudo e levando lanche na
Escola para os alunos pobres, que só tinham pão com banha branca para comer.

Outra motivação foi uma foto na parede da casa: minha tia,
Irmã Joana Maria Muraro, jovem. Também me motivou uma cartinha que ela me
escreveu, quando Irmã, sugerindo a Vida Religiosa como forma de ajudar os
pobres. Tudo isso me inspirou a entrar no juvenato. Também cresci numa família
de fé, onde mamãe, além de professora, era catequista e responsável pelas capelinhas
de Nossa Senhora. Papai era quem estava sempre à frente das festas da Igreja. Ele não era favorável
que eu saísse de casa. Mas mamãe me apoiou, prometeu rezar por minha vocação e
me falava de suas manas religiosas de São José: Irmãs Cecília Inês e Maria Inês
Muraro. Na etapa formativa, desisti duas vezes, voltando para casa. Mas, por
fim, entreguei-me, sob a proteção de S. José. Vejam as coincidências, nasci no
dia dele, 19/03; meu irmão José me registrou no cartório e o Pe. José me
batizou na Igreja São José, hoje Catedral de Campo Mourão/PR e, por fim, sou Irmã
de São José.
Foram aspectos relevantes do meu trabalho e missão: - Marquei presença como educadora de
Orientação Religiosa, em 11 turmas de alunos, no Colégio Sévigné, onde elaborei
um Projeto de Intercâmbio entre alunos da Escola com a realidade das Vilas
pobres de Canoas, através da experiência do Pão Comunitário das Mulheres, que,
com o Irmão Antônio Cechin, marista, conseguimos organizar. - O trabalho junto
aos colonos assentados, para ajudá-los a manter a celebração da fé e da vida.
Nesta época, fui transferida para Guaíba, onde vivi, também, belas experiências
com o grupo LLPP (Leigos e Leigas do Pequeno Projeto) e Irmãs na Comunidade São
José. Atualmente, aos 77 anos, transferida, para a Comunidade São José, em
Porto Alegre, marco presença também na Comunidade Nazaré, junto às Irmãs
acamadas e doentes, conforme minhas possibilidades. Fiquei triste ao deixar Guaíba, mas aqui fui recebida com
muito carinho pelas Irmãs. No ambiente externo há muitas flores e
frutas, um paraíso. Sou grata à Irmã Nilva Dal Bello, coordenadora do Núcleo
Sagrada Família, que me ajudou a dar mais este passo.

Em relação à Missão, sempre me esforcei em viver e divulgar
o carisma da UNIDADE. Na minha experiência como Provincial, tive alegrias e
sofrimentos, mas superados com a ajuda de Jesus Cristo, de São José e das Irmãs,
na convivência comunitária. Fiquei 4 anos na coordenação devido ao processo de unificação
das Províncias no Brasil. Foi um tempo muito exigente, mas bom.
A maior e melhor mensagem às jovens e à Congregação é viver
a UNIDADE de mãos dadas, juntos: Leigos do Pequeno Projeto, Colaboradores e
Irmãs, onde quer que estejamos e naquilo que fazemos. A passagem bíblica de Jo
17,21, “Que todos sejam Um”, é força
e inspiração.
Foram alegrias significativas na infância, quando ganhei um
casaco de lã vermelho, com enfeites de veludo preto e a boneca Maricota, e
quando os manos chegavam com doces. É muito linda a foto, lembrança da
infância, aos 3 anos de idade, dando comida para os gatos, com a boneca
Maricota ao colo. Como criança, vivi momentos muito felizes em família. Na
juventude, foi em Garibaldi, quando presenciei, em frente à gruta de Nossa
Senhora de Lourdes, a alegria do encontro de minha mãe, Ida Maria, com a mana
dela, Irmã Maria Inês Muraro, depois de 50 anos que não se viam. Nos primeiros
anos de Religiosa, outras alegrias foram: fazer parte do Coral Orfeão, em
Veranópolis, com Irmã Stela Maria da Fonseca, cantar nas Liturgias em diversos
lugares onde passei e, por último, em Guaíba, quando além das Missas, integrei
a Oficina de Canto Coral 60 +, no PROJARI. Outra grande alegria foi marcar
presença no Projeto Social PROJARI, junto às crianças, jovens e mulheres, com
os colaboradores e demais Irmãs, em Guaíba.
Vivências mais significativas, além das já mencionadas, foram:
a formação no CERNE, em Manaus, um tempo de graça e renovação da VRC; Seminário
Latino Americano das Irmãs de São José; retiros, oração com grupos de família,
preparando Páscoa e Natal e o trabalho profissional na Equipe Técnica da
Cáritas Arquidiocesana. Na foto-lembrança dos 50 anos de VRC (25/05/2019),
distribuída ao povo, estão impressos a Oração de São José, pelas Vocações e meu
lema de vida: “É sublime escolher a cada
dia o que um dia a gente escolheu”. Saliento a imagem de São José, de
preferência em relação com a Sagrada Família, me acompanha desde o nascimento,
pois tem um significado especial.
Desejo
a todas, ‘Viver bem a idade que se tem é
fazer o que se pode, no lugar onde se está’.
Tenho 56 anos de Vida Religiosa Consagrada na Congregação
das Irmãs de São José de Chambéry.
Minha vocação surgiu ainda quando pequena e estava no sítio
do meu irmão. Aconteceu que numa fazenda próxima, dois boias-frias se mataram
por um prato de comida. Fiquei horrorizada com o fato. Como eu era muito
manhosa para comer, mudei minha atitude, comendo de tudo e levando lanche na
Escola para os alunos pobres, que só tinham pão com banha branca para comer.

Outra motivação foi uma foto na parede da casa: minha tia,
Irmã Joana Maria Muraro, jovem. Também me motivou uma cartinha que ela me
escreveu, quando Irmã, sugerindo a Vida Religiosa como forma de ajudar os
pobres. Tudo isso me inspirou a entrar no juvenato. Também cresci numa família
de fé, onde mamãe, além de professora, era catequista e responsável pelas capelinhas
de Nossa Senhora. Papai era quem estava sempre à frente das festas da Igreja. Ele não era favorável
que eu saísse de casa. Mas mamãe me apoiou, prometeu rezar por minha vocação e
me falava de suas manas religiosas de São José: Irmãs Cecília Inês e Maria Inês
Muraro. Na etapa formativa, desisti duas vezes, voltando para casa. Mas, por
fim, entreguei-me, sob a proteção de S. José. Vejam as coincidências, nasci no
dia dele, 19/03; meu irmão José me registrou no cartório e o Pe. José me
batizou na Igreja São José, hoje Catedral de Campo Mourão/PR e, por fim, sou Irmã
de São José.
Foram aspectos relevantes do meu trabalho e missão: - Marquei presença como educadora de
Orientação Religiosa, em 11 turmas de alunos, no Colégio Sévigné, onde elaborei
um Projeto de Intercâmbio entre alunos da Escola com a realidade das Vilas
pobres de Canoas, através da experiência do Pão Comunitário das Mulheres, que,
com o Irmão Antônio Cechin, marista, conseguimos organizar. - O trabalho junto
aos colonos assentados, para ajudá-los a manter a celebração da fé e da vida.
Nesta época, fui transferida para Guaíba, onde vivi, também, belas experiências
com o grupo LLPP (Leigos e Leigas do Pequeno Projeto) e Irmãs na Comunidade São
José. Atualmente, aos 77 anos, transferida, para a Comunidade São José, em
Porto Alegre, marco presença também na Comunidade Nazaré, junto às Irmãs
acamadas e doentes, conforme minhas possibilidades. Fiquei triste ao deixar Guaíba, mas aqui fui recebida com
muito carinho pelas Irmãs. No ambiente externo há muitas flores e
frutas, um paraíso. Sou grata à Irmã Nilva Dal Bello, coordenadora do Núcleo
Sagrada Família, que me ajudou a dar mais este passo.

Em relação à Missão, sempre me esforcei em viver e divulgar
o carisma da UNIDADE. Na minha experiência como Provincial, tive alegrias e
sofrimentos, mas superados com a ajuda de Jesus Cristo, de São José e das Irmãs,
na convivência comunitária. Fiquei 4 anos na coordenação devido ao processo de unificação
das Províncias no Brasil. Foi um tempo muito exigente, mas bom.
A maior e melhor mensagem às jovens e à Congregação é viver
a UNIDADE de mãos dadas, juntos: Leigos do Pequeno Projeto, Colaboradores e
Irmãs, onde quer que estejamos e naquilo que fazemos. A passagem bíblica de Jo
17,21, “Que todos sejam Um”, é força
e inspiração.
Foram alegrias significativas na infância, quando ganhei um
casaco de lã vermelho, com enfeites de veludo preto e a boneca Maricota, e
quando os manos chegavam com doces. É muito linda a foto, lembrança da
infância, aos 3 anos de idade, dando comida para os gatos, com a boneca
Maricota ao colo. Como criança, vivi momentos muito felizes em família. Na
juventude, foi em Garibaldi, quando presenciei, em frente à gruta de Nossa
Senhora de Lourdes, a alegria do encontro de minha mãe, Ida Maria, com a mana
dela, Irmã Maria Inês Muraro, depois de 50 anos que não se viam. Nos primeiros
anos de Religiosa, outras alegrias foram: fazer parte do Coral Orfeão, em
Veranópolis, com Irmã Stela Maria da Fonseca, cantar nas Liturgias em diversos
lugares onde passei e, por último, em Guaíba, quando além das Missas, integrei
a Oficina de Canto Coral 60 +, no PROJARI. Outra grande alegria foi marcar
presença no Projeto Social PROJARI, junto às crianças, jovens e mulheres, com
os colaboradores e demais Irmãs, em Guaíba.
Vivências mais significativas, além das já mencionadas, foram:
a formação no CERNE, em Manaus, um tempo de graça e renovação da VRC; Seminário
Latino Americano das Irmãs de São José; retiros, oração com grupos de família,
preparando Páscoa e Natal e o trabalho profissional na Equipe Técnica da
Cáritas Arquidiocesana. Na foto-lembrança dos 50 anos de VRC (25/05/2019),
distribuída ao povo, estão impressos a Oração de São José, pelas Vocações e meu
lema de vida: “É sublime escolher a cada
dia o que um dia a gente escolheu”. Saliento a imagem de São José, de
preferência em relação com a Sagrada Família, me acompanha desde o nascimento,
pois tem um significado especial.
Desejo
a todas, ‘Viver bem a idade que se tem é
fazer o que se pode, no lugar onde se está’.






