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Vidas que Inspiram - Irmã Anna Inez Toigo, Janeiro de 2026

Vidas que Inspiram
Conteúdo próprio

26.10.2026 - 22:34:00 | 3 minutos de leitura

Vidas que Inspiram - Irmã Anna Inez Toigo, Janeiro de 2026

“Não temas, EU estou contigo!” (Is 41,40)

Este é o lema que me acompanha em minha trajetória como Irmã de São José.

Sou filha de pais italianos, Giovanni Luigi Toigo e Angela Genoveva Nicoletto, que por tradição italiana, era chamada Giovanna di Giovanni na Itália e Joana, no Brasil. Emigraram para o Brasil, após a Primeira Guerra Mundial, com três filhas, Prima, Giuseppina, Gina e Stella em gestação. Nasci em Vacaria, no dia 21 de outubro de 1931, e meus pais, pessoas simples, humildes, trabalhadoras me deram o nome de Anna Inez.  

Sou a décima de 12 irmãos. Eu tinha quatro anos quando meu Pai faleceu. Marcou para sempre meu coração. Mamãe, viúva e estrangeira, obrigou-se a trabalhar arduamente para prover o nosso sustento. Mulher forte, corajosa, não tinha medo do trabalho. Torrava e moía café no pilão até altas horas da noite. Cultivava uma horta e pomar modestos, fornecendo: verduras, legumes e frutas, para o único hotel de Vacaria, na época. Papai e mamãe nos deixaram uma grande herança de trabalho, de fé, honestidade e educação. 

Estudei no Colégio São José, Vacaria/RS, onde também me preparei para a 1ª Eucaristia. Desde pequena fiz parte da Cruzada Eucarística Infantil. Considero, como primeiro chamado à vida religiosa, um sonho que contei a minha mãe e ela, na sua sabedoria adquirida na vida, me aconselhou a prestar atenção durante o dia, para descobrir o significado do sonho. Naquele mesmo dia, nosso Colégio São José recebia a visita da Madre Provincial das Irmãs de São José. Na recepção que fizemos, na linda Avenida de ciprestes, fui apresentada como mana das Irmãs Lina e Jeanne. Perguntou-me se eu também queria ser Irmã. Respondi prontamente, SIM. Mal sabia eu o significado deste “sim”.

 E foi assim que, em 1943, fui para Flores da Cunha, onde completei o Curso Primário. Novo passo, Garibaldi: Ginásio e Magistério. Percorri todas as etapas de formação até a Consagração definitiva pelos votos perpétuos de Pobreza, Castidade e Obediência, em 11 de fevereiro de 1957. Exerci minha missão, ora como professora, ora em serviços administrativos na Escola Normal São José de Montenegro, Colégio Sévigné em Porto Alegre e Colégio Santa Joana d’Arc de Rio Grande.

Em todas as minhas atividades tenho uma meta, grande desafio: “Viver o carisma de UNIDADE das Irmãs de São José”, do qual vou me apropriando pouco a pouco e procurando traduzir em minha vida como: “viver a UNIDADE na alegria e na simplicidade”.  A vida comunitária é um permanente desafio a construir relações fraternas de paz, alegria, compreensão e disponibilidade. Exige renúncias. Tento aprender de Jesus, Maria e José o modo de ser e de agir comunitário. São José é minha inspiração especial. Ele me ensina a ser solícita e disponível, a trabalhar com alegria e a acolher a vontade do Pai. 

Sou imensamente agradecida a Deus pelos dons que me deu e que procuro cultivar, com sua graça, com meus limites e apesar deles. Agradeço a Congregação que me recebeu assim como sou, com dons que me ajudam a desenvolver e limites que me ajudam a superar.  Às  minhas Irmãs de Comunidade de ontem e de hoje, meu carinho e o melhor agradecimento. Hoje, faço parte da Comunidade Nazaré. Pouco posso fazer. Serei feliz se conseguir ser uma presença de alegria e esperança.

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