Segunda Sessão Capitular: Peregrinas de Esperança, Testemunhar a Unidade

No dia 22 de agosto de 2026,
mais de 120 pessoas, entre Irmãs de São José de Chambery da província
brasileira, leigas, leigos, colaboradores, participaram, de forma on-line, da segunda
sessão do IV Capítulo Provincial das Irmãs de São José de Chambéry no Brasil.
Com o tema “Peregrinas de
Esperança, Testemunhar a Unidade” e o lema “Que sejam aperfeiçoadas na Unidade”
(Jo 17,23), a segunda sessão deu continuidade ao caminho capitular,
proporcionando um tempo de oração, escuta, reflexão e discernimento. O encontro
contou com a assessoria da Ir. Zuleica Aparecida Silvano, da Congregação das
Irmãs Paulinas, que acompanha o processo e contribui para aprofundar a
compreensão do Capítulo como um tempo de revisão da caminhada, discernimento da
realidade e renovação da missão.
Acolhida e oração: abrir-se
à ação do Espírito
Na acolhida, a Superiora
Provincial, Ir. Consolação Rocha Coelho, destacou que viver como peregrinas/os de
esperança exige coragem, fé e confiança na graça de Deus para testemunhar a
unidade desejada por Jesus. Ao recordar a Eucaristia como fonte e inspiração da
missão, reafirmou o chamado a viver um amor capaz de construir comunhão e
fraternidade.

O momento de oração inicial,
conduzido pela Ir. Rosa Porangaba, colocou toda a assembleia sob a ação do
Espírito Santo. A proclamação das Constituições recordou a identidade
missionária da Congregação e o compromisso de viver uma fidelidade dinâmica ao
carisma, sendo “fermento de unidade no mundo” e colocando-se a serviço, com
preferência pelos mais necessitados.
A assembleia também acolheu
com alegria o Hino Oficial do Capítulo, composto por Maria Madalena Silveira,
leiga do Pequeno Projeto. A letra traduz o espírito desta caminhada e reafirma
a identidade de quem se coloca a caminho: “somos peregrinas de esperança”.
Peregrinar, esperar e
testemunhar a unidade
Em sua reflexão, Ir. Zuleica
partiu de uma pergunta que orientou o aprofundamento do tema: “Como podemos ser
peregrinas/os de esperança, testemunhando a unidade?”
A partir da Sagrada
Escritura e da realidade da Igreja Sinodal e da Vida Religiosa Consagrada, a
assessora apresentou a peregrinação como um caminho de transformação, conversão
e abertura à ação de Deus.

Peregrinar significa
reconhecer-se sempre a caminho, acolhendo a própria vulnerabilidade, o encontro
com o diferente e a necessidade de deixar-se conduzir pelo Senhor. A esperança,
por sua vez, não se reduz à espera passiva, mas é confiança ativa na promessa
de Deus, vivida no presente por meio da fé e da caridade.
A reflexão também evidenciou
que peregrinar é caminhar em direção à unidade. As experiências bíblicas de
Jacó, José, do Êxodo, do Exílio e os Salmos de peregrinação revelam processos
de transformação, reconciliação e comunhão. Em contraste, Babel recorda que
projetos centrados no poder e nos interesses individuais podem gerar dispersão
e divisão.
A unidade como dom e missão
Ao aprofundar o texto de João
17, Ir. Zuleica ressaltou que a unidade desejada por Jesus não significa
uniformidade nem ausência de conflitos. Ela nasce da comunhão entre o Pai e o
Filho e constitui um dom que precisa ser acolhido, cultivado e testemunhado.

Nesse sentido, a unidade
também é missão. O mundo pode reconhecer o amor de Deus quando encontra
comunidades que vivem relações marcadas pela comunhão, pelo serviço, pelo
cuidado e pela fraternidade.
A proposta capitular
convida, assim, a olhar para a unidade não apenas como uma realidade interna da
Congregação, mas como um testemunho que toca a missão e a própria presença da
Vida Religiosa no mundo.
Caminhos de conversão para
uma Vida Religiosa mais sinodal
A reflexão apresentou ainda
importantes desafios para a Vida Religiosa Consagrada, apontando caminhos
concretos de conversão: da estrutura hierárquica à cultura sinodal; da
autorreferencialidade à identidade relacional; da participação formal à
corresponsabilidade; do poder ao serviço da autoridade; da convivência
funcional à fraternidade; da lógica da crise à esperança na fragilidade; da
conservação à atualização do carisma; e da repetição à criatividade missionária.
Esses caminhos provocam a
Congregação a avançar em direção a uma Vida Religiosa mais sinodal,
participativa, fraterna e missionária, aberta às necessidades do mundo e, ao
mesmo tempo, fiel ao Evangelho e ao carisma recebido.
Um caminho que continua
A segunda sessão capitular
constituiu um momento significativo de oração, escuta, reflexão e discernimento.
Mais do que um processo institucional, o Capítulo se apresenta como um caminho
espiritual de conversão, renovação e abertura à ação do Espírito Santo.
Ser peregrinas/os de esperança
é reconhecer que estamos sempre a caminho, confiando naquele que nos conduz.
Ser testemunhas da unidade é tornar visível, nas relações, nas comunidades e na
missão, o desejo de Jesus: “Que sejam aperfeiçoadas na unidade”.

Com os olhos voltados para
Cristo, o coração aberto ao Espírito e a disposição de caminhar juntas e
juntos, a assembleia é chamada a construir uma unidade que não seja apenas
palavra ou ideal, mas testemunho vivo do amor de Deus no mundo.
O caminho capitular
continua. E, como peregrinas/os, somos convidados a avançar com esperança,
corresponsabilidade e confiança, deixando que o Espírito conduza os próximos
passos e renove, em cada pessoa e em toda a Congregação, o compromisso com a
comunhão e a missão.
Pelo Grupo de Comunicação
Irmã Vilma de Oliveira, ISJ
No dia 22 de agosto de 2026, mais de 120 pessoas, entre Irmãs de São José de Chambery da província brasileira, leigas, leigos, colaboradores, participaram, de forma on-line, da segunda sessão do IV Capítulo Provincial das Irmãs de São José de Chambéry no Brasil.
Com o tema “Peregrinas de Esperança, Testemunhar a Unidade” e o lema “Que sejam aperfeiçoadas na Unidade” (Jo 17,23), a segunda sessão deu continuidade ao caminho capitular, proporcionando um tempo de oração, escuta, reflexão e discernimento. O encontro contou com a assessoria da Ir. Zuleica Aparecida Silvano, da Congregação das Irmãs Paulinas, que acompanha o processo e contribui para aprofundar a compreensão do Capítulo como um tempo de revisão da caminhada, discernimento da realidade e renovação da missão.
Acolhida e oração: abrir-se à ação do Espírito
Na acolhida, a Superiora Provincial, Ir. Consolação Rocha Coelho, destacou que viver como peregrinas/os de esperança exige coragem, fé e confiança na graça de Deus para testemunhar a unidade desejada por Jesus. Ao recordar a Eucaristia como fonte e inspiração da missão, reafirmou o chamado a viver um amor capaz de construir comunhão e fraternidade.

O momento de oração inicial, conduzido pela Ir. Rosa Porangaba, colocou toda a assembleia sob a ação do Espírito Santo. A proclamação das Constituições recordou a identidade missionária da Congregação e o compromisso de viver uma fidelidade dinâmica ao carisma, sendo “fermento de unidade no mundo” e colocando-se a serviço, com preferência pelos mais necessitados.
A assembleia também acolheu com alegria o Hino Oficial do Capítulo, composto por Maria Madalena Silveira, leiga do Pequeno Projeto. A letra traduz o espírito desta caminhada e reafirma a identidade de quem se coloca a caminho: “somos peregrinas de esperança”.
Peregrinar, esperar e testemunhar a unidade
Em sua reflexão, Ir. Zuleica partiu de uma pergunta que orientou o aprofundamento do tema: “Como podemos ser peregrinas/os de esperança, testemunhando a unidade?”
A partir da Sagrada Escritura e da realidade da Igreja Sinodal e da Vida Religiosa Consagrada, a assessora apresentou a peregrinação como um caminho de transformação, conversão e abertura à ação de Deus.

Peregrinar significa reconhecer-se sempre a caminho, acolhendo a própria vulnerabilidade, o encontro com o diferente e a necessidade de deixar-se conduzir pelo Senhor. A esperança, por sua vez, não se reduz à espera passiva, mas é confiança ativa na promessa de Deus, vivida no presente por meio da fé e da caridade.
A reflexão também evidenciou que peregrinar é caminhar em direção à unidade. As experiências bíblicas de Jacó, José, do Êxodo, do Exílio e os Salmos de peregrinação revelam processos de transformação, reconciliação e comunhão. Em contraste, Babel recorda que projetos centrados no poder e nos interesses individuais podem gerar dispersão e divisão.
A unidade como dom e missão
Ao aprofundar o texto de João 17, Ir. Zuleica ressaltou que a unidade desejada por Jesus não significa uniformidade nem ausência de conflitos. Ela nasce da comunhão entre o Pai e o Filho e constitui um dom que precisa ser acolhido, cultivado e testemunhado.

Nesse sentido, a unidade também é missão. O mundo pode reconhecer o amor de Deus quando encontra comunidades que vivem relações marcadas pela comunhão, pelo serviço, pelo cuidado e pela fraternidade.
A proposta capitular convida, assim, a olhar para a unidade não apenas como uma realidade interna da Congregação, mas como um testemunho que toca a missão e a própria presença da Vida Religiosa no mundo.
Caminhos de conversão para uma Vida Religiosa mais sinodal
A reflexão apresentou ainda importantes desafios para a Vida Religiosa Consagrada, apontando caminhos concretos de conversão: da estrutura hierárquica à cultura sinodal; da autorreferencialidade à identidade relacional; da participação formal à corresponsabilidade; do poder ao serviço da autoridade; da convivência funcional à fraternidade; da lógica da crise à esperança na fragilidade; da conservação à atualização do carisma; e da repetição à criatividade missionária.
Esses caminhos provocam a Congregação a avançar em direção a uma Vida Religiosa mais sinodal, participativa, fraterna e missionária, aberta às necessidades do mundo e, ao mesmo tempo, fiel ao Evangelho e ao carisma recebido.
Um caminho que continua
A segunda sessão capitular constituiu um momento significativo de oração, escuta, reflexão e discernimento. Mais do que um processo institucional, o Capítulo se apresenta como um caminho espiritual de conversão, renovação e abertura à ação do Espírito Santo.
Ser peregrinas/os de esperança
é reconhecer que estamos sempre a caminho, confiando naquele que nos conduz.
Ser testemunhas da unidade é tornar visível, nas relações, nas comunidades e na
missão, o desejo de Jesus: “Que sejam aperfeiçoadas na unidade”.

Com os olhos voltados para Cristo, o coração aberto ao Espírito e a disposição de caminhar juntas e juntos, a assembleia é chamada a construir uma unidade que não seja apenas palavra ou ideal, mas testemunho vivo do amor de Deus no mundo.
O caminho capitular continua. E, como peregrinas/os, somos convidados a avançar com esperança, corresponsabilidade e confiança, deixando que o Espírito conduza os próximos passos e renove, em cada pessoa e em toda a Congregação, o compromisso com a comunhão e a missão.
Pelo Grupo de Comunicação
Irmã Vilma de Oliveira, ISJ





















