Poesia - A mangueira secular

O poema foi publicado em 1958,
por ocasião do centenário da chegada das Irmãs de São José de Chambéry ao
Brasil, tendo como inspiração a mangueira que fazia parte do pátio do Colégio
Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu.
A árvore havia sido plantada em
1860 pela Irmã Maria Angelina Achard, a partir do caroço de uma manga que havia
recebido e saboreado. A pequena semente tornou-se uma árvore majestosa, que
atravessou gerações e passou a fazer parte da memória da Congregação, do
Colégio e da cidade de Itu.
Assim, a poesia ganha hoje um
significado ainda mais profundo: escrita quando a mangueira já era símbolo de
memória e esperança, permanece como testemunho de uma história que criou raízes
e continua a falar às novas gerações.
Mangueira secular, altiva e majestosa,
À sombra do teu bojo, alegre e adolescente,
Senti o palpitar da tarde esplendorosa
E paz eu conheci, vivendo-a plenamente.
Ocultar nos teus galhos, doces e singelos,
Segredo juvenis outrora tão sentidos;
E o tempos reuniu em ramos, os mais belos
E o tempo os abraçou em ecos comovidos.
És uma geração: a graça que te cobre
Nasceu de uma esperança, veio de quimera,
Saiu do anonimato, ergueu-se, fez-se nobre
Abriu-se para a vida em plena primavera.
Venceste com o passado e reunis com o presente,
Buscando recolher, discreta e comovida
Os puros ideais, suspiros e o inocente
E doce despertar das almas para a vida.
Recebe também hoje, à sombra dos teus ramos
Os hinos de louvor e a graça abriçareira,
E, guarda, majestosa, as glórias que evocamos
E vive, e sê feliz, ó célebre mangueira!
Ruth Souza Lima e Hellmeister
Jornal A Federação, Itu, p. 6, 09/11/1958
O poema foi publicado em 1958, por ocasião do centenário da chegada das Irmãs de São José de Chambéry ao Brasil, tendo como inspiração a mangueira que fazia parte do pátio do Colégio Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu.
A árvore havia sido plantada em
1860 pela Irmã Maria Angelina Achard, a partir do caroço de uma manga que havia
recebido e saboreado. A pequena semente tornou-se uma árvore majestosa, que
atravessou gerações e passou a fazer parte da memória da Congregação, do
Colégio e da cidade de Itu.
Assim, a poesia ganha hoje um significado ainda mais profundo: escrita quando a mangueira já era símbolo de memória e esperança, permanece como testemunho de uma história que criou raízes e continua a falar às novas gerações.
Mangueira secular, altiva e majestosa,
À sombra do teu bojo, alegre e adolescente,
Senti o palpitar da tarde esplendorosa
E paz eu conheci, vivendo-a plenamente.
Ocultar nos teus galhos, doces e singelos,
Segredo juvenis outrora tão sentidos;
E o tempos reuniu em ramos, os mais belos
E o tempo os abraçou em ecos comovidos.
És uma geração: a graça que te cobre
Nasceu de uma esperança, veio de quimera,
Saiu do anonimato, ergueu-se, fez-se nobre
Abriu-se para a vida em plena primavera.
Venceste com o passado e reunis com o presente,
Buscando recolher, discreta e comovida
Os puros ideais, suspiros e o inocente
E doce despertar das almas para a vida.
Recebe também hoje, à sombra dos teus ramos
Os hinos de louvor e a graça abriçareira,
E, guarda, majestosa, as glórias que evocamos
E vive, e sê feliz, ó célebre mangueira!
Ruth Souza Lima e Hellmeister
Jornal A Federação, Itu, p. 6, 09/11/1958
A Mangueira de Itu: uma história que criou raízes e continua a florescer
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