Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
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O Carisma da Unidade age profeticamente, gera comunhão e recria a vida
27/07/2021

Somos Irmãs de São José, “Inserindo-nos mais profundamente nos Mistérios da Trindade, da Encarnação e da Eucaristia e vivenciando esse amor divino, no acolhimento e no dom recíprocos, crescemos, nos tornamos comunidade e participamos na realização da unidade desejada por Jesus Cristo” (Const. p. 14). E, para “vivenciar relações humanizadoras e dialógicas que fortalecem a individualidade, o comunitário e a atuação missionária que proporcionem o desenvolvimento de uma maturidade integral” (PAP, p. 20), assumimos a mística da acolhida na Vida Religiosa Consagrada à luz da Palavra: "Acolham-se uns aos outros, como Cristo acolheu vocês" (Rm 15,7).

 

À luz desta integração orientativa entre as Constituições, o Plano Global de Ação e a Palavra de Deus, a Província das Irmãs de São José de Chambéry no Brasil, vivenciou profunda conexão por meio de um Encontro das Coordenadoras de Comunidade. O Encontro, ocorrido na modalidade online, via Zoom no dia 24 de julho de 2021 reuniu mais de 80 Irmãs de norte a sul do Brasil. Organizado pela Equipe de Formação teve como facilitadora a psicóloga Fátima Martucelli. Além da participação de Paulo Soares um convidado especial que brindou o grupo com algumas canções.

 

Toda a dinâmica do encontro possibilitou às participantes reflexões profundas sobre a mística da acolhida, que passa pela vivência e experiência do autocuidado. Perceber sua articulação física, a disposição do serviço prestado, a qualidade da relação no encontro com a outra, o outro; qual o efeito relacional da resposta dada mediante a percepção do chamado de estar ali, frente a frente, olho no olho em profunda escuta empática.

 

Quando a pessoa permite perceber o que está se passando consigo mesma; identificar quais situações lhe causam angústia, raiva, cansaço, percebe que está acolhendo a sua própria dimensão de ser humano. Um processo chamado de presentificação. Ou seja: perceber como está se sentindo; sua postura corporal e ouvir a linguagem do corpo; sentir a elasticidade do movimento do corpo.

 

A intercomunicação e interconexão corporal consciente, proporciona um processo de alinhamento consigo mesma: potência centrada no coração relativizando a impotência relacionada à incapacidade, à atitude de não consigo, não sei, não sou capaz; dá-se conta da onipotência que faz assumir sobrecargas pessoais, isoladas, que não admite, não compartilha, se sobrecarrega por não admitir que pode contar com o outro, com a outra.

 

Neste processo de autopercepção, acontece a libertação, amplia a concepção de si mesma, sente o despertar de si mesma e desabrocha no próprio autocuidado e no cuidado da outra, do outro. O corpo passa estar a serviço com suas funções, com a sabedoria do existir. O corpo se dignifica como morada da alma. Com humildade pede ajuda. Identifica as situações difíceis. Questiona-se sobre o que ainda segura, trava. Aprende que viver com a dificuldade não é viver para a dificuldade. Amplia o olhar sobre si mesma. Viver passa a ter o olhar da águia sobre as dificuldades e centrada no foco. Conflitos e paz residem no mesmo interior.

 

Com o movimento da percepção de que o grande foco é sobre si mesma por primeiro, a pessoa se conscientiza de que faz parte fortemente da solução. Dá o melhor e ainda percebe que pode ser melhor. Brilha a conexão, a comunhão consigo mesma com esta grande consciência: “sou uma manifestação do todo” (monja Coen). Sou o resultado do melhor de meus pais (óvulo e espermatozoide). Acolhe a Vida sempre em movimento, como espaço e oportunidade de mudança e de início de nova história.

 

Ir. Iraci de Fátima Cirino dos Santos

Ibiraiaras/RS-Brasil, julho de 2021




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