Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
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Contrastes de Uma Vida Missionária - Partilhando Um Pouco do Que Vou Tocando na Missão
25/06/2021


Confresa – Mato Grosso


    Neste pequeno artigo, quero partilhar com vocês, um pouco do que vivo neste solo sagrado, onde meus pés pisam.
    Há três meses cheguei nesta terra de missão: Confresa/MT. Aos poucos vou acolhendo: clima, realidade, convivência fraterna com minhas Irmãs de comunidade e com o povo.


    Pisar este solo sagrado, implica em estar aberta a contemplar muitos contrastes que chocam, num primeiro momento, me encantam , e, em seguida, me desafiam a não ficar apenas na contemplação, mas, aos poucos, ir me inserindo, com amor, coragem, confiança e esperança, nas brechas que vão se abrindo à minha frente.


    É assim, que tenho procurado viver a atitude que Pe Médaille tanto nos desafia a ser: CONTEMPLATIVAS NA AÇÃO. 
    À medida em que vejo adolescentes grávidas, mães que assumem a maternidade e paternidade de seus filhos e fazem de tudo para nutri-los e formá-los como cidadãos conscientes de seu papel neste mundo, vou me inserindo na Pastoral da Criança e ajudando-as, dentro das minhas condições, a cuidar da vida.


    Caminhando mais adiante, vou entrando em contato mulheres pobres que além de assumir sua dupla missão de mãe e pai, ainda sofrem a violência doméstica de seus companheiros, o machismo e o abandono e acham tempo ainda para se doar na organização da Horta Comunitária da Comunidade. Neste espaço da Comunidade, Casa Irmã Genoveva, Ir Lucimar Ferreira Rodrigues e eu, vamos trabalhando com Oficinas de: confecção de Sabão Artesanal, Crochê, Tapetes e outras. Nestas Oficinas, temos oportunidade de, enquanto trabalhamos com as mãos, abrimos os ouvidos do coração para, escutar, animar, devolver a esperança e encaminhar para os profissionais dos Direitos Humanos ajudarem-nas.


    No desejo de conhecer a realidade das Paróquias, vou acompanhando os Padres, Seminarista e Irmãs nas celebrações, visitas às famílias e momentos de formação das Comunidades Rurais, onde vou percebendo a luta do povo da roça para arrancar do solo o sustento de suas famílias, seja pelo cultivo da terra ou da criação do gado, porcos, galinhas, etc., enfrentando a pressão dos grandes do agronegócio que cada vez mais vão tomando posse dos campos. O sofrimento das famílias é um chamado à escuta, à valorização do pequeno e médio agricultor que garantem o sustento da mesa de muitos de nós. Ao lado de tudo isto, vou encontrando pessoas que ainda dão do seu tempo para se doar nas Comunidades, servindo a Igreja nos diferentes ministérios, expressando muita alegria e gosto pela vida, apesar das dificuldades, das distâncias e da pandemia.


    À medida que vou avançando, neste conhecer da realidade, vou, com a ajuda de minhas Irmãs, olhando para as jovens, arriscando um convite para o acompanhamento vocacional e buscando casais com quem poderemos partilhar nossa Espiritualidade e Carisma (futuros LLPP).


    O caminho é longo e caminhar é preciso! São apenas três meses, mas que me dão a certeza de que a missão, quando assumida com amor, por mais desafiadora que seja, É LINDA E APAIXONANTE.
Seguem, abaixo, algumas fotos das oficinas:
 




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