Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Notícia
28/11/2019
A Terra clama por ações humanas

 “A Terra grita em dores de parto ...e deseja ardentemente ações humanas para libertar-se.”

 

Nos dias 05 a 08 de novembro de 2019, aconteceu o Seminário de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, no Centro Cultural Missionário em Brasília/DF. Contou-se com a participação de 60 participantes, representando as Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

 

O Encontro iniciou-se com um momento de mística contemplando os biomas e o que eles representam. Por incrível que pareça, celebrado embaixo de um pé de sucupira que além sombra, pródigo de si mesmo, oferecia sementes caindo... sementes que são um poderoso remédio para a saúde. Seguiu-se uma apresentação dos participantes, identificando o bioma que representavam. Nós de Goiânia, Ir. Ana Maria e as LLPP Conceição Maria Quirino e Maria Oliveira de Sousa, representamos o Bioma Cerrado.

 

O mentor do Seminário, Ivo Poletto, fez uma fala norteando a condução do evento e apresentou o assessor, Prof. Alexandre da Costa, que fez a explanação do seguinte tema: Emergência Climática e a disputa pelo futuro.

 

Na medida em que falava, íamos compreendendo como acontece o desequilíbrio climático. Responsável é a emissão desenfreada de gases do efeito estufa (GEES), que são gerados principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis, com o excesso de gás carbônico (CO2), gás metano (CH4), dióxido de nitrogênio (N2O) e ozônio (O3). São os considerados gases do efeito estufa de vida longa. Ele nos fez perceber que os setores que mais emitem estes gases são: indústrias, agropecuária, usinas nucleares e termoelétricas.

 

O Prof. Alexandre continuou sua explanação enfatizando as causas e efeitos das mudanças climáticas considerando o papel agravante das ações do ser humano, o aumento da temperatura da terra, os impactos visíveis, como diminuição das calotas polares, ondas de calor, secas e furacões mais prolongados e mais intensos, elevação de 13 metros do nível dos oceanos.

 

O assessor ainda destacou a falta de justiça climática que acontece, porque os países ricos emitem uma maior quantidade de gás carbônico, sendo que os países mais pobres emitem uma menor quantidade, considerando as emissões per capita de toneladas de gás carbônico emitidas por ano. É injusto comparar um país pobre como Moçambique aos Estados Unidos da América, grande emissor, sendo que os impactos do desequilíbrio climático atingem em maiores proporções os países periféricos.

 

Finalizando sua fala, apresentou sugestões para minimizar os efeitos das mudanças climáticas:

−      Reduzir em 50% as emissões dos gases poluentes até 2030 e zerar até 2050;

−      Fim da cultura do consumo e descarte;

−      Mudança da matriz energética;

−      Mudança de hábitos alimentares (menos carne / menos pecuária / menos emissão de gases...). Ufa! Difícil, hein!

 

Em seguida, Ivo Poletto apresentou uma reflexão acerca do Sínodo da Amazônia, com ênfase na importância de “AMAZONAR O BRASIL”. Ele convidou a assessores da REPAM Brasil, Leon Patrick e Felício Pontes (procurador da República) que estavam presentes no Sínodo, para falar sobre o Sínodo da Amazônia.

 

 

A temática trabalhada em todo Sínodo estava interligada com a LAUDATO SÍ, requerendo apoio à ecologia integral, pois a ecologia é o único caminho para a vida. Felício Pontes fez sua reflexão no campo jurídico, avaliando que todos os capítulos do Sínodo chamam a palavra CONVERSÃO, CONVERSÃO.... Converter-se em prol da minimização e aniquilação dos impactos dos desequilíbrios climáticos.

 

 

                                                                                       Irmã Ana Maria de Jesus ISJ









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