Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Memorial Saudades

Maria Celina Benini

 10/02/1927     20/10/2019



PROVÌNCIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE SÃO JOSÉ DE CHAMBÉRY NO BRASIL

NÙCLEO SAGRADA FAMÌLIA

                

                                                                                     IRMÃ MARIA CELINA BENINI

                                                                                                                                       (Gema Benini)

 

                                                                                                                                       * 10/02/1927

                                                                                                                                       + 20/10/2019

 

Foi na Comunidade São Luís, 4º distrito de Vacaria, que, no dia 10 de fevereiro de 1927, nasceu a quinta filha dentre os 11 filhos de Victório Benini e Josephina Moresco. Seus pais, conhecendo a grande importância do Batismo e, muito devotos do Coração de Jesus, dez dias após o nascimento de Gema, levaram-na à Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Antônio Prado, para ser batizada.


Gema não teve muita dificuldade em decidir sobre sua vocação, pois o pai tinha um irmão padre e uma irmã religiosa de São José e dois filhos estavam no seminário. Quando Gema manifestou seu desejo de ser religiosa, todos, na família, a apoiaram e incentivaram na realização de seu desejo. Aos 15 anos, entrou no Juvenato, em Antônio Prado. No dia 10 de fevereiro de 1946, iniciou a etapa do Postulado no Convento São José, em Garibaldi, e em 08 de dezembro do mesmo ano, foi admitida ao Noviciado recebendo o hábito religioso e o nome de Irmã Maria Celina. Aos 09 de dezembro de 1947, fez sua Profissão Temporária e foi enviada à Comunidade do Colégio Cristo Rei de Marcelino Ramos. Cinco anos depois, em 26 de fevereiro de 1953, em Garibaldi, com muita alegria e realização por sentir-se membro definitivo da Congregação, fez sua Profissão Perpétua.

 

Durante o período de 1948 a 1974, dedicou-se como professora junto aos pequeninos em Marcelino Ramos, Cacique Doble, Nova Roma, São Francisco de Paula e, em Porto Alegre, nas Crèches N. Sra. Auxiliadora e São Francisco. Em 1975, passou a trabalhar na Farmácia do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Veranópolis, na qual esteve até 2008, quando foi transferida  para a Comunidade São José,  continuando assim sua atividade na Farmácia da Clínica Nossa Senhora de Lourdes, visitando doentes a domicílio e fazendo serviços comunitários. Com a saúde fragilizada e precisando de descanso, em 2010, deixou a responsabilidade da Farmácia, assumindo apenas visitas e alguma atividade doméstica.

 

Gostava de ajudar, de prestar serviço; tinha espírito de observação e percebia facilmente o que precisava ser feito na comunidade. Para Irmã Maria Celina, a vida comunitária fraterna é uma graça, um dom recíproco, um meio para crescer na perfeição, mas é também um desafio diário e permanente, a fim de poder chegar à unidade que Cristo pediu.

 

Tinha como princípio de vida ser um traço de união entre as Irmãs, vivendo a tríplice união: com Deus, com as Irmãs e com os irmãos. As passagens bíblicas que mais a marcaram e tocaram foram: “Eu te escolhi, chamei-te pelo nome, és minha.” “Sei em quem acreditei.”

 

Ir. Maria Celina, em seus escritos, diz: “O que me ajudou a crescer e perseverar com alegria, na minha vocação, foi a compreensão que sempre tive das superioras e das Irmãs das comunidades por onde passei. Sempre me senti bem acolhida e compreendida nas minhas limitações e sofrimentos. Aproveito, aqui, para agradecer, de coração sincero, a todas as Irmãs, sacerdotes e pessoas conhecidas ou não, que me ajudaram de qualquer forma na minha caminhada religiosa.”


Tinha, desde pequena, grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora de Lourdes.

 

Diante do sofrimento, sentia-se tranquila e confiante na misericórdia de Deus. Procurava aceitar seus limites pessoais e sentia que, dia após dia, ia modificando. E, finalmente, deixou escrito: “Quero agradecer a Congregação que me acolheu, tudo o que fez, faz e fará por mim até o fim. Peço desculpas dos meus erros involuntários. De minha parte, tudo está perdoado. Parto sem nenhum ressentimento. Renovo minha entrega total a Deus por meio das superioras. Desejo que o meu último suspiro seja um ato de amor perfeito a Deus. Não desejo nada para depois de minha morte, façam o que acharem melhor.”

 

Em sua agonia, foi assistida por Irmãs, enfermeiras e cuidadoras.  Aos 20 de outubro, às 22h35min., na Casa de Saúde, Bairro Nonoai, Porto Alegre,  entregou sua vida ao Pai, contando 92 anos de idade e71 de Vida Religiosa. Seu corpo descansará no Cemitério São José, em Porto Alegre.

 

                                    ORAÇÃO

 

Irmã Maria Celina,

você passou por este mundo com muita alegria

por ser religiosa, consciente de que Deus a amou com amor infinito.

Lá do céu, reze pela Congregação, por seus familiares, as pessoas amigas e

as enfermeiras que cuidaram de você  nesta vida.  

Ajuda-nos a perceber o que Deus deseja de nós, a fim de que possamos,

um dia, estar juntos glorificando a Deus.

Descanse em paz!

                                                                                                                                                                                         Porto Alegre, 21 de outubro de 2019.

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