Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Memorial Saudades

Maria Elfrida Meurer

 17/10/1929     09/06/2019



                                                         Congregação Das Irmãs De São José No Brasilnúcleo Bom Pastor

                                                                                              Irmã Maria Elfrida Meurer.

                                                                                                         ( Ida Meurer)

 

                                                                                   *   Nascida: 17 De Outubro De 1929

                                                                                    +  Falecida: 09 De Junho De 2019

 

“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”. (Mt 11, 25)

 


Os avós paternos e maternos de Ida eram descendentes de imigrantes alemães, provenientes da região da Floresta Negra ao sul da Alemanha.


Na vinda ao Brasil, seus antepassados se estabeleceram, primeiramente na colônia de São Pedro de Alcântara e, posteriormente, em Santo Amaro da Imperatriz e em Águas Mornas, em Santa Catarina.


Os pais de Ida Pedro João Meurer e Hilda Momn Meurer, após o casamento foram morar em Jaraguá do Sul, onde compraram terra e instalaram um pequeno engenho para produzir alimentos como açúcar, melado, doces de frutas, etc. Destas atividades exercidas por toda a família, tiravam o seu sustento.


No dia 17 de outubro de 1929, para a alegria do casal Pedro e Hilda, nasceu mais uma criança, a quinta na ordem de chegada de 11 irmãos. Era uma menina que recebeu o nome de Ida, em homenagem a uma tia com o mesmo nome, na pia batismal da Igreja de São Sebastião de Jaraguá do Sul.


Esta família era muito unida e gostava de se encontrar, frequentemente, criando vínculos muito fortes de harmonia e amizade. Ida e seus irmãos, ainda pequenos, viram chegar na casa de seus pais, parentes vindos de Santo Amaro da Imperatriz, para visitar seus pais e filhos e as conversas entre os parentes se prolongavam, num clima de amizade e amor. A visita mais aguardada era a do tio Frei Bartolomeu Meurer, padre Franciscano, irmão mais novo de seu pai, que em suas alegres visitas, contava muitas histórias, fotografava a família, documentando as lidas diárias no trabalho, as crianças pequenas e adolescentes. Estas visitas eram momentos especiais de alegria e felicidade para todos da família, na preparação da casa e dos quartos, bem como no cuidado de uma alimentação mais elaborada. Todos aguardavam com ansiedade a chegada dos parentes. Nestas ocasiões, as crianças tinham que ser, especialmente, bem  comportadas e apenas podiam observar e ouvir as conversas dos adultos em silêncio, tudo previamente orientado pelos pais.


A família Meurer de tradição católica, não faltava às missas de domingo. Mas, a festa mais esperada, sobretudo pelas crianças, era o Natal, onde o Menino Jesus reinava absoluto. Tudo convergia para Ele. Grandes preparativos eram realizados para comemorar o Natal com a montagem do Presépio e participação em orações e cânticos na Igreja. No dia do Natal, as crianças recebiam pequenos presentes. Tudo doado pelo Menino Jesus, conforme afirmavam os pais e os irmãos mais velhos. A época da quaresma também era celebrada, conforme orientação dada pela Igreja, na abstinência de carne, no jejum acrescido de orações apropriadas para a preparação à Festa da Páscoa.


Acompanhadas pela mãe, as crianças frequentavam as aulas de catequese para a preparação da Primeira Comunhão. Sempre que a criança voltava para casa, era questionada sobre o que tinha aprendido e as obrigações para a fase seguinte. A Primeira Comunhão, acontecimento muito importante, aguardada com carinho e com a participação de toda a família, pois era um momento significativo para a vida da criança. A família também tinha uma devoção especial à festa de São Pedro, comemoração do onomástico do pai.


Quando a mãe Hilda precisava se ausentar, solicitava à filha Ida para cuidar dos irmãos menores. Nestes momentos ela improvisava uma escolinha, ou alguma outra atividade do gosto das crianças, o que era bem aceito pelos irmãozinhos que sempre lhe eram obedientes, porque Ida os tratava com carinho e paciência. Ela nunca repreendia os irmãos menores, mas, sempre procurava ensiná-los.


            Ida, quando jovem gostava da vida tranquila e devota. Tinha especial predileção por Nossa Senhora das Graças e ao Coração de Jesus. Após um tempo de reflexão, oração e discernimento, aos 19 anos resolveu se dedicar à vida religiosa consagrada, na Congregação das Irmãs de São José, em Curitiba/PR.


Entrou no Postulado em 1949, recebendo a formação inicial período de adaptação, convívio com as postulantes, estudo, oração reflexão, acompanhamento da mestra.


 No ano seguinte, iniciou o Noviciado em 1950, continuando o processo de formação com maior aprofundamento sobre a Espiritualidade e Carisma e outros assuntos, recebendo o nome de Irmã Maria Elfrida. Em 1952, na fidelidade e na alegria ao chamado fez a sua entrega ao Senhor, pela Primeira Profissão e em 1957, a Profissão Definitiva.


Sua peregrinação missionária teve seu início em 1952, no Ginásio São José na cidade da Lapa/PR, como professora; na Escola de Enfermagem Madre Léonie-Curitiba/PR , como estudante; na Santa Casa de Misericórdia–Campinas/SP, como estudante; e como enfermeira na Santa Casa de Misericórdia-Curitiba/PR, no Hospital Militar Curitiba/PR, na Santa Casa de Misericórdia- Paranaguá/PR; Hospital 26 de Outubro-Ponta Grossa/PR; Maternidade Nossa Senhora de Fátima/Curitiba/PR e Convento São José/Curitiba/PR; Em Greenville- Libéria/África, como missionária; Comunidade Sagrado Coração-Curitiba/PR e na Comunidade Nossa Senhora Aparecida/Curitiba/PR; dedicou-se nas atividades diversificadas; em seguida foi transferida para a comunidade Nossa Senhora de Lourdes para tratamento de saúde.


Irmã Maria Elfrida era muito inteligente, dedicava-se às boas leituras, piedosa, passava horas na capela diante do sacrário em contemplação. Além da oração pessoal, participava da oração comunitária. Amava participar da Celebração Eucarística e  em sua missão, tinha a preocupação de transmitir os valores do Evangelho.


No dia 09 de junho de 2019, entregou-se definitivamente a Deus, aos 90 anos e 67 anos de Consagração Religiosa. Que ela seja nossa intercessora junto do Pai!

                                                          

                                

                                                                                          ORAÇÃO  A SÃO JOSÉ


 Lembrai-vos ó São José, que jamais se ouviu dizer

que alguém tivesse invocado

vossa proteção e implorado vosso auxílio

e não fosse por vós atendido/a.

Com esta confiança, dirigimo- nos à vossa presença.

A vós, com fervor nos recomendamos.

Enviai à Igreja, vocações sacerdotais,

Religiosas e leigas comprometidas com

 a construção do Reino de Deus.

Olhai com solicitude para as nossas famílias

e Comunidades a fim de que guardemos.

 com fidelidade, o dom da fé

e da consagração batismal, que nos une

      a Cristo e nos coloca a serviço do seu Reino.

 Não desprezeis as nossas  súplicas, mas dignai-vos                       

           acolhê-las favoravelmente. Amém!






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