Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Memorial Saudades

Jovina Nalon

 12/09/1925     30/03/2019



Província da Congregação das Irmãs de São José de Chambéry no Brasil

 

 

 

                                                                                        Irmã Jovina

                                                                                     (Josephina Nallon)

                                                                                          * 12/09/1925

                                                                                           + 30/03/2019

 

“A intimidade com o Senhor é uma exigência de nossa vocação. A contínua busca do Deus vivo faz crescer nosso olhar de fé e transforma nosso ser...” (Const. nº 20).



Irmã Jovina Nallon, que nasceu no dia 12 de setembro de 1925, em Antônio Prado, RS, deixou-se guiar pela força dessas palavras em sua vida.


Seus pais, Giovanni Nallon e Josephina Pasa Nallon, tiveram três filhos: Nilo, Bruna e Jovina. As duas irmãs seguiram os passos de Jesus na Vida Religiosa Consagrada como Irmãs de São José.


Sendo de família muito pequena, desde pequenas, viviam com os primos, formando com eles uma nova família, tão estreita era sua relação.


Irmã Jovina aprendeu, desde cedo, a enfrentar a vida com sacrifício, trabalho e oração, pois os pais eram pobres e de saúde frágil.


Completando um mês de vida, foi batizada na Igreja São Pedro e São Paulo, em Nova Roma do Sul. No dia nove de dezembro de 1947, aos 22 anos de idade, após o discernimento feito na etapa do Postulado e Noviciado, assume o compromisso de entregar-se ao Senhor na Vida Religiosa Consagrada como Irmã de São José.


A lembrança de uma família unida, forte nas dificuldades, de fé e oração acompanhou Irmã Jovina em toda sua existência.


Ela se salientou e na sua simplicidade, doação, sabendo dar atenção às pequenas coisas. Era sincera e amiga de forma igual com todas as Irmãs. O bom gosto e leveza na convivência eram marcantes. Fiel naquilo que assumia, era pessoa de confiança.


Sua primeira missão como Irmã de São José foi em Rio Grande, no Asilo dos Pobres. Ainda em Rio Grande, trabalhou no Colégio Santa Joana D’Arc, depois em Cacique Dobre e na Escola Normal São José em Montenegro, mas foi em Pelotas que Irmã Jovina viveu e trabalhou pelos longos 48 anos, dedicando-se às mais diversas atividades. E foi para essa cidade e seu povo que Irmã Jovina amou de forma intensa, sendo reconhecida pela paz que transmitia, pela sua doação e pelo seu desejo de viver nas diferentes comunidades por onde passou, o Carisma de Comunhão. Vivia realizada na sua vocação, por isso, era feliz e irradiava serenidade.


Ao ser perguntada qual a alegria que a acompanhava na Vida Religiosa, ela respondeu: a lembrança de que na infância ia à missa com minhas amigas (o caminho era muito longo) e ao lembrar o dia em que fui recebida como Irmã de São José na Congregação e o amor que sempre encontrei nas minhas Irmãs.


Era pessoa agradecida. Não se lamentava diante do sofrimento. Ela repetia: “Valeram as renúncias”.


Em 2011, passou a residir em Garibaldi. Não sem saudade, assumiu várias e pequenas tarefas de que ainda era capaz. O silêncio, a humildade, o capricho acompanhavam cada ação e cada atitude de Irmã Jovina.


Sua saúde aos poucos ia cedendo.


No dia 30 de março, sentindo-se mal, foi socorrida e em 30 minutos partiu para a casa do Pai, aos 93 anos de idade e 71 anos de Vida Religiosa Consagrada.


Querida Irmã Jovina, que nos deixaste assim tão de repente, intercede a Deus por nós. Junto a São José pede vocações sacerdotais e religiosas para a Igreja de Jesus. Suplica o Espírito de Sabedoria para as Irmãs reunidas na Sessão Internacional de Formação em Roma, Itália.


Expressamos a ti nossa gratidão pela generosa fidelidade com que viveste tua vocação e missão.


Garibaldi, 31 de março de 2019.

 






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