Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
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Vidas que inspiram comunhão
Conheceu as Irmãs de São José nas visitas que elas faziam à família.

Irmã Bernardina nasceu no dia 04 de novembro de 1906, em Veranópolis. Era filha de Antonio Carbonera e de Domenica Carlesso, naturais da Itália. Eram 12 irmãos.

 

Irmã Bernardina aprendeu, ainda no seio da família, a cultivar a fé, o amor ao trabalho, à leitura e a ser feliz tendo o necessário para viver.

 

Conheceu as Irmãs de São José nas visitas que elas faziam à família.

 

Aos 28 anos, em 1924, entrou no Postulantado da Congregação das Irmãs de São José, em Garibaldi e, 8 meses depois, fez a primeira profissão religiosa. Foi grande o sacrifício que fez ao deixar o trabalho, a casa, os pais e irmãos e partir para outro tipo de vida a que se sentia chamada: a Vida Religiosa. Logo no início encontrou dificuldade em falar e entender a língua portuguesa.

 

O que motivou Irmã Bernardina a seguir Jesus na Vida Religiosa foi, segundo ela, a leitura da vida de alguns santos que a incentivava a ser santa também.

 

Irmã Bernardina trabalhou como cozinheira no Hospital São Pedro em Garibaldi, em Nova Roma do Sul, Pinto Bandeira, Carlos Barbosa. Depois, por um tempo, trabalhou em Pelotas, atendendo até 120 pensionistas.

 

Em 1997, com saúde fragilizada e necessitando de um maior atendimento, integrou a comunidade Nazaré, em Caxias do Sul. Apesar de sentir muita saudade de Pelotas, sempre dizia que estava sendo muito bem atendida e era feliz assim.

 

Irmã Bernardina, de personalidade firme, decidida, madura, equilibrada, prudente, falava palavras de sabedoria. Desde criança, acostumou-se a gostar da leitura. E isso a mantinha informada dos últimos acontecimentos. Era calma, alegre, inteligente e despretensiosa. Sabia enfrentar as situações difíceis com otimismo e esperança.

 

Para ser fiel ao compromisso de seguir Jesus no dia a dia de sua vida, Irmã Bernardina buscava força na Eucaristia, na leitura diária da Palavra de Deus e no cultivo do amor às irmãs e irmãos, a quem sabia amar sem distinção.

 

Na oração comunitária, gostava de expressar sua gratidão a Deus, à Congregação, à família e expressava sua total confiança e entrega ao Senhor, o Bom Pastor. Com frequência, lembrava de rezar pelos missionários.

 

Numa conversa que teve com uma Irmã, confessava: “Agora tenho amizade com a Trindade e peço que minha vida, a que já passou e a que ainda me resta e o que eu ainda gostaria de fazer e já não dá, que tudo seja um ato de louvor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. Gostava de repetir: “É importante sempre viver a Caridade, a fraternidade. Sem isso nossa Vida Religiosa não vai em frente. Se faltar a caridade, o resto nada adianta”. (1Cor 13)

 

Era pessoa contemplativa. Seu silêncio proclamava a grandeza e a liberdade interior que fizeram dela a pessoa amada e querida de todos que a conheciam. Admirava a grandiosidade da obra de Deus que se manifestava na natureza, na história da Congregação, na vida das primeiras Irmãs que lutaram e se dedicaram na construção da Unidade e na defesa da vida de tantas pessoas pobres, doentes e abandonadas.

 

Irmã Bernardina soube traduzir, no seu modo de ser e de fazer, no seu silêncio, no seu jeito de amar e de rezar, as exigências de nossa vocação de Irmãs de São José, deixadas por nosso fundador, Padre Jean Pierre Médaille.

 

Irmã Bernardina manteve-se lúcida até os últimos dias. Mantinha-se atenta a tudo.

No dia 06 de abril, às três horas, aos 97 anos de idade, na Casa Nazaré, em Caxias do Sul, no silêncio, como viveu toda sua vida, entregou-se a Deus a quem soube acolher e amar sempre, acima de tudo.

  

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