Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
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Vidas que inspiram comunhão
Com esperança, confiando a Mãe Maria, realizou seu desejo: Ser ISJ.

 

CLOTILDE MARASCA, na Congregação, Irmã Eva Maria, nasceu em Daltro Filho/RS, aos 20 de fevereiro de 1919.

 

Aos 14 anos, órfã de pai e mãe, foi acolhida pelas Irmãs de São José na Comunidade do Hospital Dr. Jorge, em Bento Gonçalves.

 

No convívio com as Irmãs, no serviço dedicado aos doentes no Hospital, foi crescendo na fé. Sempre alimentou o desejo de ser religiosa, mas a fragilidade de sua saúde era-lhe impedimento. Com grande esperança, rezava todos os dias nesta intenção, confiando seu desejo à Virgem Maria a quem atribuía a realização dessa grande aspiração que só se concretizou aos 31 anos de idade.

 

Engajou-se na Congregação fazendo sua Primeira Profissão, em 15 de dezembro de 1952 e os Votos Perpétuos, em 15 de outubro de 1958, festa de Santa Teresa, à qual mantinha uma devoção especial.

 

Dedicou-se à Congregação em várias comunidades, como cozinheira e serviços gerais, destacando-se pelas pequenas atenções e surpresas às Irmãs e às pessoas que ajudavam na Casa. Ficou também na Comunidade do Noviciado, em Porto Alegre, sendo testemunha de atenção, bondade, carinho, mansidão e dedicação constante.

 

Irmã Eva Maria, - lembrando o período que ficou em Porto Alegre, - da qual testemunhamos sua vida – foi uma pessoa simples, de profunda fé e confiança em Deus, discreta, disponível, atenciosa, amiga.  Era um testemunho vivo de confiança plena em Nossa Senhora, com quem falava abertamente sobre seus desejos, suas necessidades, as necessidades das pessoas que lhe confiavam suas mágoas e seus problemas e pediam sua oração. Impossível conversar com ela, sem se sentir impelida a também confiar em Maria ou em São José.

 

Com saúde fragilizada, não conseguindo mais se dedicar aos serviços da casa, visitava as famílias na vizinhança da Comunidade, fazendo o apostolado da escuta, da harmonização de conflitos que existiam nas famílias, dialogando, mostrando caminhos de unidade e fazendo com eles uma oração de ajuda. Na sua simplicidade, conquistou toda a redondeza e outras pessoas a quem era indicada pelos que se sentiam beneficiados com sua presença, sua compreensão e sua oração.

 

Desta forma iniciou o apostolado da reza do terço semanal, na Capela da Comunidade, com essas pessoas que, aos poucos, foram aumentando em número e participação. Não era apenas a reza do terço e os cantos a Nossa Senhora, mas sempre havia o diálogo em que as pessoas, em geral mães de família, confiando umas às outras, colocavam seus problemas, seus sofrimentos, e também suas conquistas. Havia sempre um estímulo para ter um coração agradecido, confiar, suplicar, perdoar e se dispor a alguma iniciativa de encorajar e estimular para a compreensão e empenho para a união.

 

A Comunidade sempre esteve aberta às pessoas para participarem da Eucaristia, mas muitas vezes ouvimos pessoas chegarem para rezar com a Irmã Eva dizendo: “Eu gosto, eu prefiro a missa da Irmã Eva do que a do Padre”.

 

Irmã Eva Maria amava profundamente a vida, as pessoas e a natureza onde encontrava inspiração para sua oração e seus louvores a Deus. Partiu para a Casa do Pai, no dia 04 de outubro de 1991, deixando um legado profundo de amor a Deus, ao próximo e à natureza. Quem a conheceu e conviveu com ela, agradece a Deus o testemunho de sua bela vida.

 

 

 

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