Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
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Vidas que inspiram comunhão
Um grande desafio! Uma generosa e alegre resposta.

A glória do meu Pai se manifesta quando vocês dão muitos frutos e se tornam meus discípulos” (Jo 15,8).

 

Anne Marie, nasceu em Bourg-Sain-Maurice, em 24 de setembro de 1866 e foi batizada no mesmo dia, na Igreja da mesma cidade. Anne Marie era pessoa ativa, inteligente, espirituosa e alegria das companheiras. Iniciou seus primeiros estudos como interna no Colégio de Bo urg-Sait -Maurice, dirigido pelas Irmãs de São José de Moutiers. Jovem ainda, sentia que Deus a chamava para algo de grande em sua vida. Os pais sentiram muito sua saída, pois era a alma da família. Após muita oração e discernimento, aos vinte anos, ingressou no Postulantado das Irmãs de São José em Moutiers, França. Na tomada de hábito, recebeu o nome de “Irmã Marie des Anges”. Entregou-se sem reservas a que se sentiu chamada.

 

Após um ano de Noviciado, fez os primeiros votos e foi enviada, como professora, exercendo sua missão no orfanato, junto às crianças pobres em Moutiers. Após, assumiu outros estabelecimentos de educação e destes, para o Hospício (Asilo de Velhinhos) como superiora. A casa era muito pobre. Isso fez com que a Irmã usasse de seus talentos e inteligência para desempenhar este serviço com zelo e amor aos idosos.

 

Em 1900, um novo chamado de Deus: Deixou não sem sofrimento sua querida Savóia e veio para o Brasil, no Estado do Paraná. Nunca mais reviu sua tão amada Pátria.

 

Apenas chegada, sem conhecimento da língua, ficou responsável de uma enfermaria masculina, na Santa Casa, em Curitiba, permanecendo por 4 anos. Após foi transferida para outros serviços, sempre na área da saúde. Exerceu a função de Superiora, enfermeira e farmacêutica.

 

A primeira guerra mundial deixou um terrível rastro: “a gripe espanhola”. Em 1918, Curitiba, foi atingida por esta gripe e vitimou centenas de pessoas: pais e mães de famílias, deixando seus filhos órfãos. Crianças abandonadas e sozinhas que chamavam por ajuda. A solidariedade das Irmãs transformou o Colégio São José em Hospital de emergência e as meninas encaminhadas para o Orfanato do Cajuru. Os meninos foram acolhidos pela caridosa enfermeira, Irmã Marie des Anges, que contava com a ajuda da Divina Providência.

 

Hospedou os meninos numa casa velha, em ruínas, carente de tudo. Na falta de alimento, chegou ao ponto de ter que pedir esmolas. Muitas vezes, faltava a ela as forças por carência de alimentação saudável, e, até desfalecia. Nunca desanimava e seus esforços foram recompensados. Tudo acabava sendo superado com fé, oração e esforços da corajosa Irmã.

 

Era preciso estender a mão à caridade pública. Certa vez, sentada na praça pedindo esmola para o asilo, um rico senhor cuspiu em seu rosto. Serenamente a Irmã respondeu: “Sim, senhor. Isso é pra mim. Agora, por favor, algo para meus meninos”. Assim, surge o Asilo São Luiz que tanto bem pode concretizar e ainda realiza.

 

Por longos 7 anos acompanhou operários e famílias, na construção da Estrada de ferro Curitiba – Rio Negro. Levava alimento e medicação para atender às suas necessidades Sua grande preocupação era poder distribuir alimento para crianças pobres. Ela era um anjo para os trabalhadores do trem, para os hospitais que dirigiu, e principalmente para os meninos do Lar São Luiz.

 

Quando tudo parecia superado, ela passou pela experiência do sofrimento. Experimentou um momento doloroso, uma provação terrível, foi solicitado que ela se retirasse imediatamente do Asilo São Luiz. Madre Marie des Anges não reclama e retirou-se em silêncio, sem desculpas, não, porém, sem muito sofrimento, deixando saudades e fome de justiça. Partiu com o coração doído, mas com muita fé para outros lugares, sempre com a mesma bondade e compaixão.

 

Em Ponta Grossa, celebrou seus 70 anos de Vida Religiosa Consagrada e retomou sua vida de oração mais profunda, silêncio, desapego e fidelidade a seu plano de amor. Coloca-se à disposição para aguardar a vinda de Deus Pai. Com a idade avançada, as forças foram diminuindo, locomovia-se apoiada em duas bengalas.

 

Anualmente, no dia dois de agosto, dia do seu onomástico, os alunos do Asilo São Luiz iam a Ponta Grossa para festejá-la. Um deles, sacerdote, celebrava a Santa Missa. Era uma grande festa para todos.

 

Em 15 de junho de 1959, partiu para junto d’Aquele que a chamou, consagrou e enviou. O povo sentiu sua ausência. Muitas foram as homenagens prestadas à querida Madre pelo povo e pelas autoridades do Paraná. Entre elas destaca-se o título de cidadã honorária de Curitiba. Na praça Ruy Barbosa se encontra o “Busto de bronze da Madre” e Placa de Bronze.

 

Provai e vede quão suave é o Senhor. Feliz quem tem nele o seu refúgio. Bendirei o Senhor em todo tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor, que ouçam os humildes e se alegrem. Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu santo nome! Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia!

 

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