Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Processo de Integração

Onde estamos?

Caminhamos neste processo de INTEGRAÇÃO em companhia do Profeta Elias. Fizemos as reflexões e partilhas sob a forma de três fichas.

PRIMEIRA FICHA
À luz de sua caminhada olharemos o gráfico que indica onde nós estamos presentes e fazemos as considerações que seguem:

Nº DE COMUNIDADES E IRMÃS NO BRASIL E BOLÍVIA E SUA LOCALIZAÇÃO




Olhando a tabela acima, onde estamos presentes?
Que sentimentos essa realidade provoca em mim?


Iluminar a realidade com a Palavra de Deus:
Nesse nosso caminhar seremos acompanhadas pelo Profeta Elias que também partilhará conosco a sua experiência de missão profética em um tempo de “travessia” difícil.

Na primeira ficha veremos o que o Profeta viveu em tempos de mudança. Ele nos contará sua experiência e nós pediremos a luz da Palavra para a nossa experiência de busca. Escutemos o relato que Elias nos faz e procuremos ler o texto, na Bíblia, a partir das citações que acompanham o relato.

Elias partilha conosco sua experiência
Sou Elias, do povo de Tisbé, de Galaad, do outro lado do Jordão (1 Rs 17,1). Vivi em um período muito difícil da história da minha nação, lá pelos anos 870 a.C. O sistema de governo era a Monarquia. O Reino estava dividido em Reino do Norte/Israel, e Reino do Sul/Judá. Pela corrupção reinante, ambos foram destruídos nos anos 721 e 587 respectivamente.

Deus ia me chamando, de maneira processual, através dos acontecimentos da vida. A organização que se estabelecera com a Monarquia já não respondia às necessidades do povo e nem ao querer de Deus, segundo minha percepção. Mas, que novo modelo implantar?

Minha postura era de escuta do que Deus queria de nós. E, na medida em que eu vivia cada experiência e me deixava tocar pelo acontecimento, descobria, com maior força, a presença de Deus.

Minha luta com o poder constituído foi terrível. Acab me considerava “ruína de Israel” (1Rs 18,17). E Deus me pedia, com frequência, que eu fosse falar com ele. Que difícil era aceitar essa tarefa! Algumas vezes, senti muito medo. Uma vez, inclusive, fugi de Jezabel, a mulher de Acab, porque havia jurado que me mataria (1Rs 19,1-3). Nessa ocasião, depois de andar muito tempo pelo deserto, senteime debaixo de uma árvore e desejei a morte (1Rs 19,4-5). Por que mexer na coisa? Se sempre foi assim, por que me meter em fazer mudanças? A minha tentação era o que poderá estar acontecendo com vocês: “deixemos como está para ver como ficará”. Começar um processo era demasiado para as minhas poucas forças!

Realmente, eu confiava totalmente em mim mesmo. Sabia que a força vem de Deus, mas estava tão ocupado com as coisas do Reino que não punha atenção mais em nada. Eu tinha boa vontade. Com sinceridade, eu pensava que tudo dependia do meu próprio esforço. Eu até me sentia imprescindível para Deus. O que eu vivia era muito interessante: eu sabia analisar muito bem a situação do povo e o fracasso da nação, mas não sabia entrar na minha própria realidade, em meu próprio fracasso.

Deus teve que enviar o seu Anjo, o mensageiro de sua presença, para trazerme o alimento que refizesse as minhas forças. Comi e me deitei novamente para dormir. Javé insistia em que eu continuasse a andar até o Monte Horeb, o lugar da revelação da sua presença (1Rs 18,8). Para fazer esse caminho foram necessários 40 dias e 40 noites.

Sei que você que me escuta também tem caminhado muito em sua vida de missão, em resposta a um chamado de Deus. O quadro que você tem na frente da realidade de organização de sua Congregação no Brasil e Bolívia, fala de força e debilidade. Você se encontra no grupo em um determinado momento de sua vida. Responda com sinceridade: -Você encontra alguma semelhança entre a minha experiência e a sua? Qual é a semelhança neste momento de sua vida?

- Que luzes a minha experiência projeta sobre a sua vida em missão e a da sua comunidade ou província?


topo voltar