Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Notícia
19/04/2018
19 de abril: Dia do Índio

O Brasil, com o decreto-lei nº 5.540, de 2 de junho de 1943, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas, estabeleceu a data de 19 de abril como Dia do Índio. Por que 19 de abril?

 

No dia 19 de abril de 1940, realizou-se no México o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano que discutiu políticas para zelar pelos direitos dos povos indígenas na América. O Congresso quis mostrar que os povos originários não podem ser ignorados pelos governos nem pela população mundial.  A Nível Internacional, a ONU criou o Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto)

 

No Brasil, grupos de interesses, servem-se da mídia, criando o clima favorável para avançar sobre os direitos dos Povos Indígenas cada vez mais acossados nos territórios, "parte que ainda lhes cabe neste país latifúndio”.

 

A Igreja, presente e atuante na defesa dos Povos indígenas, criou o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

 

Como Congregação, qual a nossa presença junto aos povos indígenas? Responde Irmã Anari Nantes:

 

Irmãs de São José, estamos presentes na área indígena, no Mato Grosso do Sul, desde 1997. Inicialmente atuávamos na área de Educação Escolar, numa parceria entre as Irmãs, a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a Diocese de Dourados e a Prefeitura de Caarapó. Parceria focada também na Saúde e na produção de alimentos através da agricultura familiar e cuidado com o ambiente.

 

Hoje, já não contamos mais com estas parcerias, porém nossa presença  continua na área da Educação Escolar Indígena, na Unidade Experimental de produção de alimentos e criação de pequenos animais bem como no apoio às organizações indígenas que lutam para garantir seus direitos.

 

A partir de 2013, a Comunidade Indígena da Aldeia Te’ýikue resolveu autodemarcar suas terras tradicionais.  A demarcação implica em ocupar as fazendas próximas à Aldeia para reaver as terras que foram habitados pelos antepassados. O processo cria um clima tenso, inseguro e muitas vezes violento. Exemplo disso foi o assassinato do aluno Denilson Barbosa em 2013 e do Agente de Saúde Clodiode de Souza em 2016, nesse mesmo massacre, foram mais sete pessoas atingidas com arma de fogo.

 

O caminho da reivindicação é sem fim. A justiça é lenta... A batalha judicial leva décadas percorrendo todas as instâncias do judiciário com muitas liminares de reintegração. Para os fazendeiros, o poder econômico acelera a ‘justiça’. Aos indígenas, resta apenas a coragem, a fé e a teimosia.

 

Na região de Sidrolândia (MS), Irmã Clementina Piovesan que atua nos assentamentos, não deixa de dar a contribuição que pode à luta dos povos originários

 

No Maranhão, nossa Irmã Ana Amélia de Oliveira, também soma força nas lutas indígenas, quer presente nas comunidades indígenas quando possível, quer contribuindo com o CIMI. O certo é que Dia do Índio é todo dia... E a causa indígena é de todos/as nós, lembra Irmã Ana Amélia.









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