Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Notícia
23/05/2017
Índios agredidos em Viana (MA) é maior que o divulgado, diz CIMI

Índios agredidos em Viana (MA) é maior que o divulgado, diz CIMI.

Ataques ao Povo Gamela em Viana no Maranhão, no mês de abril, deixa 22 feridos e Bispo é ameaçado de morte

Dom Roque Paloschi, sofre ameaças por defender os povos indígenas, ele é presidente do Cimi.

 

Levantamento realizado esta semana, Pelo Conselho Indigenista Missionário  - CIMI, revelou que o número de feridos entre o povo Gamela, atacado no último dia 30  de abril, em uma área retomada no Povoado das Baías, município de Viana (MA), é ainda maior: 17 Gamela sofreram algum tipo de ferimento – entre estes indígenas, duas crianças e um pré-adolescente. Somados aos cinco baleados, chega a 22. O dado anterior a esta verificação dava conta de 13, sem os cinco Gamela feridos a tiros – três seguem internados no Hospital Central, em São Luís.

 

Dentre os não feridos a tiros, Dilma Cotrim Meireles Gamela é o caso que apresentou maior gravidade. Durante o ataque sofrido pelos Gamela numa área de retomada, Dilma levou pauladas e pedradas na cabeça. Passou a ter vômitos, tontura, desorientação. Na quarta-feira, 2, a indígena precisou realizar exames no Hospital Central e terminou internada, recebendo alta no início da noite desta sexta-feira, 5. Dois filhos de Dilma – J.M.S, de 14 anos, e N.M.S, de 12 anos – também acabaram feridos durante o ataque.

 

Os ferimentos apresentados pelos 17 Gamela não atingidos por armas de fogo foram causados por facões, pauladas, pedradas e escoriações ocorridas durante a fuga. I. D, de 10 anos, teve uma arma apontada contra a cabeça. “Ela ficou parada, parecendo em estado de choque. Não se mexia. Teve de ser arrastada no meio dos tiros e sofreu uns arranhões”, explica Maria das Dores Gamela, uma das feridas – levou uma paulada nas costas e cortes na perna esquerda no momento em que passava por uma cerca de arame farpado.


Bispo ameaçado de morte.

Durante a Assembleia dos Bispo em Aparecida, o presidente do Cimi,   Dom Roque Paloschi,  denuncia  em carta as ameaças que o Cimi e ele próprio sofrem.

Leia carta na integra acessando o link: http://www.correioriograndense.com.br








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