Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia
Memorial Saudades

Irmã Carmelina Molinari

 11/06/1926     24/03/2017



CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE SÃO JOSÉ DE CHAMBÉRY NO BRASIL

 

                                                                     Irmã Carmelina Molinari

                                                                                       *   11/06/1926
                                                                                                                              +   24/03/2017                  
                                            

“Unidas, construiremos cada dia essa vida de fraternidade pela aceitação de nós mesmas e do próximo, pela partilha do que somos, pela conversão contínua e pelo perdão mútuo”.


Esse número 49 das Constituições das Irmãs de São José foi um suporte e um desafio para Irmã Carmelina nos seus 73 anos de Vida Consagrada na Congregação das Irmãs de São José.


Irmã Carmelina nasceu no dia 11 de junho de 1926 em Garibaldi, filha de João Molinari e Rosa Gandini Molinari. Eram sete irmãos.


Certamente, não foi fácil para ela assumir e responder generosamente à Vocação a que Deus a chamava, pois pertencia a uma família unida, onde o amor, o trabalho e a solidariedade eram valores que os pais viviam e ensinavam a viver e eram esses valores que todos se esforçavam por construir e neles fundamentar a felicidade de sua existência.


Com 11 dias, foi batizada e com 18 anos, em Garibaldi, fez o primeiro engajamento na Congregação das Irmãs de São José. Além de sua generosa fidelidade ao Carisma de Comunhão, Irmã Carmelina destacou-se pela sua cultura, conhecimento e cultivo pessoal permanente. Dedicava muito tempo à leitura e à escrita. Nada assumia e fazia sem uma preparação séria e responsável. Fez diversos cursos que a capacitou para exercer as funções de professora, de Secretária da Província e em várias Escolas, bem como de tesoureira. Nos mais diferentes lugares onde ela viveu e trabalhou, Irmã Carmelina sabia da importância de ser presença de amor que testemunhe relações em construção baseadas nos valores humanos e espirituais a exemplo de Jesus que nos convoca a vivermos a profecia da esperança e do bem querer. Cultivava também um grande carinho e dedicação à Pastoral Paroquial.


Como Religiosa, iniciou sua longa trajetória em 1945 sendo professora no Colégio Sévigné, em Porto Alegre, depois nos Colégios São José em Garibaldi e Caxias do Sul, Colégio Cristo Rei, em Marcelino Ramos e em São Marcos. Por vários anos exerceu a função de Secretária na Sede Provincial de Caxias do Sul e de tesoureira nas Escolas de Ensino Fundamental e de Educação Infantil nos Bairros Cruzeiro e Capivari em Caxias do Sul. Nos anos de 1982 e 1983, foi solicitada para trabalhar no Centro de Formação para Missionários estrangeiros no Rio de Janeiro principalmente por ser conhecedora da língua Francesa.


Em 1980, participou do Capítulo Geral da Congregação das Irmãs de São José em Roma, Itália.


Falando sobre seu jeito de rezar, dizia: Minha oração centraliza-se na Liturgia do dia. É na Palavra de Deus que direciono meu viver e que descubro o amor que Ele me tem e tem por todas as pessoas. Como é precioso o amor deste nosso Deus!


Tinha sempre grande cuidado para não ofender as pessoas na convivência. Considerava grande graça de Deus a de não guardar mágoa de ninguém.


Ao completar 60 anos de Vida Religiosa Consagrada, deixou uma mensagem para as irmãs que certamente gostaria de repetir para todas nós, hoje: “Irmãs, antes de tudo, quero agradecê-las pelo que vocês significam para mim. Perdoem-me pelas vezes que as magoei e acreditem: não há mágoas em meu coração de nenhuma de vocês. Digo-lhes que vale a pena e é gostoso apostar no Projeto de Jesus. Podem cair tempestades, encontrar tropeços, desconfortos, Ele está sempre ao nosso lado, é o timoneiro do barco de nossa vida”.


Sentindo suas forças físicas mais enfraquecidas, foi transferida para a Comunidade das Irmãs em Garibaldi. Entre muitas tarefas, dedicou-se a recolher e compilar as cartas e outros materiais que os devotos de Madre Justina Inês escreviam agradecendo graças ou pedindo favores. Assessorou, também, grupos de Leigos e Leigas do Pequeno Projeto, onde procurava tornar a pessoa de Fundador, Padre Jean Pierre Médaille, conhecida, amada e um exemplo a ser seguido na vida e na missão. Em tudo, Irmã Carmelina mostrou-se zelosa, fazendo bem feito o que tinha por fazer. Era de convivência pacífica. Sua humildade e simplicidade a faziam pessoa de escuta, de acolhimento. Podemos dizer que sua maior pretensão era ser santa e santa Irmã de São José.  Mostrou-se sempre muito forte no sofrimento. Nunca abandonou a oração, a celebração da Eucaristia e a Palavra de Deus.


Partiu na paz e na serenidade para a Casa do Pai, onde Jesus disse que havia muitas moradas, no dia 24 de março de 2017.


Querida Irmã Carmelina, partes e nós te enviamos para receber junto de Deus a recompensa da serva justa e fiel. Já estás na glória eterna onde tantas Irmãs de São José, entre elas Madre Justina Inês, te acolhem para a vida junto de Deus. Obrigada pela presença de paz, de amor e doação. Intercede por nós que ainda peregrinamos nesta vida para que possamos construir o Reino de Deus contemplando a vida e a prática de Jesus. Intercede por teus familiares e alcança-nos de Deus Vocações Religiosas para que o Carisma de Comunhão se enraíze cada vez mais na nossa sociedade sedenta de justiça, solidariedade e paz.


Garibaldi, 24 de março de 2017

 








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